quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

"É preciso combater as crenças herdadas"'

by Loira Do Bem Isso me faz pensar...
"bem por aí"."Todos são Um e Um é o Todo" by Led Zeppelin


"É preciso combater as crenças herdadas"'
by Ali Ahmad Said Esber [ mais conhecido por seu pseudônimo, Adonis]


Foto: by Loira Do Bem Isso me faz pensar... 
 "bem por aí"."Todos são Um e Um é o Todo" by Led Zeppelin
"É preciso combater as crenças herdadas"'
by Ali Ahmad Said Esber [ mais conhecido por seu pseudônimo, Adonis]
A questão não é propriamente a religião, e sim o monoteísmo, que para mim é essencialmente antidemocrático. 
Seja cristão, muçulmano ou judaico, o monoteísmo acredita possuir a verdade última. 
Nessa situação, o indivíduo não tem nada a acrescentar à sociedade, ele deve apenas crer e obedecer. 
Como pode haver democracia assim? 
Sobretudo em sociedades mistas como as nossas, onde há praticantes de todas as religiões e também muitos ateus. 
Só podemos ser democratas se as crenças religiosas se tornarem hábitos individuais. 
Muçulmanos, cristãos e judeus devem ter seu espaço, mas a sociedade não pode ter religião, ela é dos seres humanos, com seus direitos e liberdades. 
É preciso separar a política da religião, o que soa simples, mas não é. Quando entendermos isso, abriremos um novo horizonte em nossas sociedades. 
Mas será um combate longo, porque a democracia é uma educação e uma cultura, e exige antes de tudo reconhecimento do outro. O que está acontecendo agora é um começo. Em vez de disputar quem detém a verdade última, devemos acreditar que a verdade é uma busca comum e que ela está no futuro e não no passado. A questão não é propriamente a religião, e sim o monoteísmo, que para mim é essencialmente antidemocrático.
Seja cristão, muçulmano ou judaico, o monoteísmo acredita possuir a verdade última.
Nessa situação, o indivíduo não tem nada a acrescentar à sociedade, ele deve apenas crer e obedecer.
Como pode haver democracia assim?
Sobretudo em sociedades mistas como as nossas, onde há praticantes de todas as religiões e também muitos ateus.
Só podemos ser democratas se as crenças religiosas se tornarem hábitos individuais.
Muçulmanos, cristãos e judeus devem ter seu espaço, mas a sociedade não pode ter religião, ela é dos seres humanos, com seus direitos e liberdades.
É preciso separar a política da religião, o que soa simples, mas não é. Quando entendermos isso, abriremos um novo horizonte em nossas sociedades.
Mas será um combate longo, porque a democracia é uma educação e uma cultura, e exige antes de tudo reconhecimento do outro. O que está acontecendo agora é um começo. Em vez de disputar quem detém a verdade última, devemos acreditar que a verdade é uma busca comum e que ela está no futuro e não no passado.