Loira do bem ∞ : 05/13/12

domingo, maio 13, 2012

Caminho do Sonho


Pitaco de Loira via Livro Caminhos Ciganos By Nina Cardoso.


A aldeia era pequena, um daqueles típicos lugarejos de interior, que existe em qualquer lugar do mundo.Por isto o espanto tão grande quando a carroça, veio vindo e sacolejando todos os seus pertences.— Os ciganos chegaram! —Há ciganos na cidade. —Eu vi, padre, disse o menino, é toda pintada com cores fortes, seu cavalo é forte e reluzente. —E, o homem que a guia é moreno, alto e forte também e os ciganos são assim, Padre.

O padre desceu os degraus, o menino atrás e a carroça parou exatamente em frente a ele. Durante todo o tempo, os moradores apenas ouviam o dialogo entre ambos, em que o Padre ofereceu abrigo ao rapaz e sua irmã, que dormia profundamente. Já sentados à mesa, o rapaz disse que trabalhavam com peças de cobre e couro, mas que se alguém quiser comprar, a irmã primeiro conversa com a pessoa e só depois molda a peça e pedido, de acordo com a vontade do contratante, e assim foi feito. 

O menino saiu para avisar os demais sobre, e  a moça se propôs, a fazer um cibório brilhante para enfeitar a igreja e para Deus.E durante esses 3 dias seguintes, houve um constante vai e vem diante da carroça estacionada no pátio da paróquia.

Primeiro, veio o fazendeiro, que queria uma sela trabalhada, para dar de presente ao seu vizinho. Depois, a doceira, que queria um tacho novo, para bater os doces que vendia as crianças,
No dia seguinte, o professor que levou uma sineta nova e um retrato do fundador da escola. E o juiz levou para casa, uma nova estatueta da justiça, que colocaria sobre sua mesa no tribunal, e, o dono do bar, quis uma nova placa para pendurar na porta, onde ele sempre cuidava para que o freguês fosse servido honestamente.

No final de três dias, o cigano, contou o lucro, que para o padre, era um lucro pobre, mas, achava, as peças que a misteriosa moça fazia, de uma beleza impressionante e bem feita, e assim, resolveram deixar a aldeia, logo quando o dia amanhecesse, e o padre sentiu aliviado, para ele, incomodava a figura estranha daquela moça, pelos corredores da paróquia.  
Ao se despedirem do padre, deixaram de presente, um chapéu que ajustou perfeitamente a sua cabeça, e para o menino, que já estava triste, pois ganhara diversos trocados com eles, a moça deixou duas dúzias de soldados, prontos para entrar em combate, que era o sonho do menino ganhar como brinquedo.
Todos foram dormir mais cedo, quando o sol bateu nas janelas da aldeia, a carroça já ia longe, foi aí então que ouviu-se o primeiro de uma série de gritos que iriam se repetir, por todos os cantos. Foi a doceira, que, acordando cedo, para dar ponto no doce, no seu mais novo tacho, jorrava um liquido fedorento que o coalhava. Depois o Professor, que, entrando no prédio da escola, deparou com o retrato totalmente deformado e a sineta, uma massa opaca. O juiz, ao chegar no tribunal, viu sua justiça ser desvendada, e um dos pratos da balança, pendia totalmente para o lado de moedas de ouro. O dono do bar, quando abriu, viu sua placa com as palavras de ladrão e desonestidade. O pior grito, então veio do fazendeiro, que ao testar a sela, viu as figuras nelas esculpidas, que o sufocaram até a morte O padre colocou o chapéu, e saiu para acalmar o povo, que, gritando ao vê-lo, retirou o chapéu e viu nele a cabeça de um demônio, sorridente sobre ele. 
E, perante toda essa confusão, foi se tornando claro para todos o que ocorria.
O juiz era corrupto e sempre dava ganho para aqueles que possuíam bens. 
O professor não respeitava, em nada, o fundador, e não sentia bem, ensinando a um bando de crianças barulhentas. 
A doceira odiava quando estas mesmas crianças, penduravam se em suas saias, pedindo mais doces. 
O dono do bar, roubava sempre que podia nos preços e misturava bebidas falsas num canto escondido. 
O fazendeiro, na realidade, cobiçava as terras do vizinho e sua mulher há longo tempo.
E, o padre, homem que sonhara, ao entrar para o mosteiro, com glórias de bispado, não se cansava, de, quando só, maldizer a aldeia, os seus fiéis e principalmente a pequena capela.
E, quando todos se tornaram conscientes do que lhes acontecia, começaram a se esconder um dos outros, por vergonha e dor, lembraram-se do cibório e correram para a capela. 
E o cibório, brilhava, radiante como o SOL, e nos degraus do altar, o menino, tranquilo, brincava com os soldadinhos.Ao perceber, que todos o fitavam estranhamente, e com medo de que iam brigar com ele, juntou os homenzinhos e se desculpou— já vou sair, padre, só vim para cá para não sujar meus soldadinhos..— Não saia, meu filho, fique brincando aí mesmo.
— No fundo, você é o único, de todos nós, que pode ter o direito de permanecer aqui dentro. 
E, um a um, todos foram se trancando em suas casas, enquanto, que o menino, permanecia travando batalhas de sonho na pequena capela.

Almir Sater, que toca segunda na Expoingá, concede entrevista



  • Almir Sater, que toca segunda na Expoingá, concede entrevista

  • Wilame Prado

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Natural de Campo Grande-MS, Almir Sater, 55 anos, gosta mesmo é da natureza. 
Mas como também não consegue desgrudar da viola caipira, a música o obrigou a se mudar para perto da cidade grande, no caso São Paulo.
                                                                                       Divulgação.
Sou mais roqueiro do que sertanejo", brinca
Sater, que toca na Expoingá.

Mas deu um jeitinho. Arrumou um rancho na Serra da Cantareira, que fica colada na capital, onde mora e fica mais próximo do mato para fazer o que mais gosta: compor.Faz exatamente um ano que Almir Sater não vem a Maringá. Ano passado, tocou para um público de cerca de 700 pessoas no Teatro Marista, a R$ 102 o ingresso. Mas deu para sentir pela voz no telefone o quanto ficou contente de saber que seu show seria gratuito na Expoingá. Ele promete, para quando Deus quiser, um CD com inéditas e pelo menos um show por ano aqui em Maringá. Confira a entrevista:                                                 

Faz exatamente um ano que Almir Sater não vem a Maringá. Ano passado, tocou para um público de cerca de 700 pessoas no Teatro Marista, a R$ 102 o ingresso. Mas deu para sentir pela voz no telefone o quanto ficou contente de saber que seu show seria gratuito na Expoingá. Ele promete, para quando Deus quiser, um CD com inéditas e pelo menos um show por ano aqui em Maringá. Confira a entrevista:


O DIÁRIO - Quais suas principais influências na hora de compor? O que tem ouvido ultimamente?
ALMIR SATER - Na área caipira sempre gostei do Tião Carreiro, Renato Andrade, Viera e Vierinha. Mas sou de uma geração que vem do rock, então gosto muito de Beatles, Eric Clapton, Pink Floyd. Ultimamente tenho ouvido pouca coisa por causa dos shows, mas sou muito fã de Django Reinhardt, um violonista cigano e antigo. Muito bonito o som.


Cite uma música sua que gosta e uma que também gosta de outro artista.
ALMIR SATER  Tem várias músicas minhas que gosto, mas depende do momento. De outro artista, posso citar "Cruzada", de Tavinho Moura.


O show na Expoingá será gratuito, mas com a capacidade máxima de 14 mil pessoas. Quando e onde foi o maior show que já fez?
ALMIR SATER Fico muito feliz por saber que não vai ter diferença de quem pode ou não pode pagar pelo show. Mas, respondendo à pergunta, já toquei pra muita gente, nunca contei, não. Já toquei tanto pra meia dúzia como pra milhares.


No começo, tocava pra sete pessoas, mas tocava ainda melhor. Eu toco mesmo é pra mim, o bom é tocar pra gente. Claro que quanto mais gente, melhor. Mas prezo muito é pela acústica, pela qualidade do som, pelo silêncio respeitado. Acho bacana tocar em teatro médio, mas cada show é um show. Esses dias tocamos no Guairão lotado, em Curitiba, e também foi muito bom.


Qual a relação sua com Maringá e cidades do interior de um modo geral?
ALMIR SATER Gosto muito de andar pelo interior do Brasil, tem cidades maravilhosas, conheço muita gente boa. E nesses últimos oito anos tenho tocado bastante no Paraná. Acho que o pessoal daí gosta muito da viola caipira. Gosto muito de tocar aí no Marista, que é um bom teatro, que dá conforto pra quem assiste e condição para quem promove, além de conforto pra quem toca.


Tirando um grupo gospel e o senhor, que vem com uma proposta mais folk, de violeiro, todas as atrações da Expoingá seguem a linha do chamado sertanejo universitário. O que pensa sobre o estilo? É verdade que não gosta de ser chamado de sertanejo?


ALMIR SATER Quem sou eu pra julgar se é ruim ou se é bom? Quando faz uma música que emociona alguém, é válido. É o momento deles, merecem o sucesso e espero que seja longo. O que manda muito pra mim é a arte. Com a arte se vai longe. Se não for arte, é a história que vai dizer. Não é uma ofensa me chamar de sertanejo, acho apenas que é equivocado. Sou mais roqueiro do que sertanejo.


Na Expoingá de 2007, o senhor lançou as modas de "Sinais", seu décimo CD, de 2006. Tem alguma coisa no forno?
ALMIR SATER Tem alguma coisa que comecei a fazer com o Renato Teixeira, já faz um ano. Gravamos oito músicas inéditas, mas não sei quando conseguiremos concluir esse trabalho. Nós dois temos trabalhado muito e acaba não dando tempo.


Pensa em voltar a atuar?
ALMIR SATER Não dá mais para participar de novela, não consigo mais, a agenda não permite. Até fui convidado recentemente para participar de uma novela muito bonita ("Cordel Encantado", da Rede Globo), mas não consegui. São entre 10 e 15 shows por mês, em média.


Um artista, quando atinge seu estágio, ainda sente necessidade de criar?
ALMIR SATER A melhor sensação pra mim é quando faço uma música que eu gosto. Gosto muito de compor, do nada tirar alguma coisa que emociona alguém. E tem que dar tempo para isso, que é o principal. Sentado, com a viola e com papel na mão, tirar alguma coisa que emociona e arrepia é muito bom.


O que pensa do country norte-americano, que parece ser referência para sua música?
ALMIR SATER Gosto muito do som americano, do folk inglês, de Paul Simon e James Taylor. Pude gravar um disco em Nashville e conhecer muita gente bacana do country e que vem até hoje tocar no Brasil. 

São ótimos músicos, gosto muito do som dos violões deles, como também gosto do folclore inglês, do folclore latino-americano, do Chile, Peru, Argentina, das manifestações do interior, incluindo o folk brasileiro, que hoje
é feito pelo próprio Renato Teixeira, Paulo Simões, Geraldo Espíndola, gente muito talentosa.



Fonte: 
http://digital.odiario.com/dmais/noticia/568571/almir-sater-que-toca-segunda-na-expoinga-concede-entrevista/

SERVIÇO:
Show Almir Sater & mega banda.
Data:14/05/12- segunda-feira.
Cidade: Maringá- PR
Horas: 22:00 hs.
Local: Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro.
Entrada:um quilo de alimento não perecível.
Posto de retirada de Ingressos: BJ Santos, Casas Ajita, Posto Canadá e Posto Dubai.
Informações: Secretaria de Cultura de Maringá.(44) 3218-6100.