domingo, setembro 30, 2012

07/06/2010 É bonito ser simples Almir Sater conta um pouco de sua experiência com agroecologia

07/06/2010 É bonito ser simples.
Almir Sater conta um pouco de sua experiência com agroecologia

A entrevista é antiga ( 2010)  dois anos atrás, infelizmente só a descobri hoje, mas eu tenho o maior orgulho, de ser a criadora deste slogan referente ao artista Almir Sater 
"É Bonito ser simples" - porque ele sintetiza de fato o que o representa, na verdadeira acepção da palavra. Simplicidade de alma, que nada tem haver com vestimentas, posição social ou status. Conheço uma porção de pessoas, simples no materialismo e sem posses, no entanto, dotados de sentimentos menos nobres, como arrogância, altivez, orgulho e soberba, cheios de vaidades.

Quando criei a frase, como sempre eu li, fiz uma pesquisa e  estudo sobre a trajetória do artista desde o início de sua carreira ate´os dias atuais,  lendo e relendo entrevistas, sua maneira de ser, nos palcos, camarins e postura como pessoa pública até então.. e cheguei a conclusão que era o que se enquadrava para definir quem o era. 
Ser simples não é ignorar tudo isso, o materialismo, mas não abrir mão de nossa essência, não se deixar corromper, pelo brilho, status, posição alcançada,  mas saber lidar com o que é essencial.  É ter tempo para que se gosta, é desapegar-se dos excessos, é a simplicidade do existir. São aqueles que vivem na autenticidade sem ostentação ou em permanente simulação, apenas para agradar aos demais. Simplifique, simplifique." eis a questão.
"A simplicidade não nasce espontaneamente, mas é alcançada através de um processo de desenvolvimento extenso e complicado". diz Lohse.

Mais recentemente, após estar em um dos seus shows, cheguei a outra conclusão, que trata se de um  som genuíno e verdadeiro,  sem parafernálias, ou aparato tecnológicos, ele e sua banda, entram em palco, munidos apenas de alma e coração, e deixam fluir de dentro deles, toda a emoção e sincronia, dando vida a cada acorde, enquanto cantam ou tocam, nos levando a comoção, e que seu show só poderia ser definido desta forma: "Se tem Almir Sater tem emoção", porque foi o que eu vi  e ouvi, uma plateia literalmente entregue e sensibilizados com o que viam e ouviam, e que somente a alma de um verdadeira artista, que faz Arte, na mais pura acepção da palavra, pode conceber, e é capaz de reproduzir nas demais... como eu e afins..



É bonito ser simples
Almir Eduardo Melke Sater
é pantaneiro, natural de Campo Grande/ MS. Desistiu da faculdade de Direito no Rio de Janeiro para se tornar um violeiro. No início da década de 1980 fez alguns shows com o grupo Lírio Selvagem, de Tetê Espíndola. Mas a viola era a sua vocação e o primeiro disco veio em 81, com a participação de Tião Carreiro. Em 84, com a Comitiva Esperança, percorreu mais de mil quilômetros pelo Pantanal onde pesquisou os costumes e a música do povo pantaneiro. Daí para os discos solo instrumentais foi um pulo. Apesar de já ser um músico bem conceituado no meio artístico, Almir Sater tornou-se conhecido no Brasil por sua participação como ator nas novelas Pantanal, A História de Ana Raio e Zé Trovão, ambas pela extinta TV Manchete, e o Rei do Gado da TV Globo. A televisão deu visibilidade à sua imagem, mas o violeiro não tem planos de voltar para a telinha. Quer viver da sua música e das suas violas.
Em Campo Grande, onde vive consegue também se dedicar à agroecologia. Na associação de agricultores do local, há a troca de mercadorias, uma prática que o cantor defende e participa. “Planto para subsistência, mas adoro o escambo, pois a primeira moeda que existiu foi a troca”. Por também ser agricultor, sabe das dificuldades de se manter uma atividade promissora e sustentável: “Agricultor parece que veio para sofrer no mundo. Quanto o tempo é bom, o preço cai. Quando o tempo é ruim, se perde o que plantou.” Mas na sua simplicidade, acredita na mudança. “Não sei se é possível subverter o capitalismo, mas deveríamos tentar”.
Pai dedicado, Almir Sater saiu da tranqüilidade de sua casa Murundu à beira do rio, no Mato Grosso do Sul, para que “os meninos” tivessem mais oportunidades para estudar. “Saí da beira do rio por obrigação de pai. Era uma opção minha, não podia impor isso aos meus filhos.” Hoje os adolescentes também se dedicam à música. “O exemplo vem de casa”, comenta satisfeito, já que além do pai, os avós também eram violeiros e cantores. Enquanto moraram no campo, criaram um projeto de educação rural para as crianças da região. A escola era um dos motivos que tirava o cantor da sua vida simples: tocar Brasil a fora lhe dava os recursos para manter o projeto.
Almir Sater é sempre lembrado como um artista do povo, que canta a alma rural e que faz suas violas transmitirem sentimento como poucos. “A música emana do povo e a viola sempre teve um espaço cativo. Têm violas com vários sotaques. Como é o povo brasileiro”.

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fonte: http://www.primeiroplano.org.br/index.asp?dep=7&pg=458