quinta-feira, 10 de maio de 2012

Comportamento: "A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER"

Pitaco de Loira "A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER"

Tava aqui pensando eu... Foi assim que me perguntaram e foi assim que refleti...! “Depende de nós praticarmos atos nobres ou vis; e se é isso que se entende por ser bom ou mal, então depende de nós sermos virtuosos ou viciosos.” Dizia Aristóteles, o filósofo. No quão as pessoas mudam de lado e atitudes rapidamente, quanto as suas expectativas não preenchidas ou correspondidas... ao romper e ter laços estremecidos, por qualquer agravo ou desagravo, enfim. A primeira coisa que fazem para atingir (na mente delas), o "suposto" inimigo (a), agressor ou ofensor é ir logo atrás dos desafetos dele e que até então também era motivo de indiferença e olhar torto e a bajulação rola solta.

Não sei o que é mais motivo de compaixão, o que aceita ou o que foi buscar pela aliança. como se isso fosse de alguma forma atingir o ego do outro (a), feri-lo, e não a ele próprio. É como aquele filme “eu sei o que vocês já fizeram já se duelaram antes", e unem forças, para minar, derrubar ou desestruturar o "cruel e terrível inimigo" de ambos, agora.

O "suposto novo amigo" faz a intriga de forma dissimulada, ou seja, conta para o “suposto velho inimigo” as fraquezas do inimigo algoz de ambos agora, omitindo que compactuava com as mesmas opiniões ou até mais vis, e este por sua vez, só virou inimigo do outro, porque antes teve um amigo da onça, que por algum motivo torpe ou de comoção própria, lançou faíscas de desconfianças e falha de caráter sobre a integridade moral do outro (a).

Verdade seja dita, toda a ação tem uma reação, e para julgar com precisão e de forma imparcial, devemos prover dos nossos sentimentos mesquinhos e individuais, deixando de lado o orgulho, a inveja, soberba e a vaidade. É como se estivéssemos tão desacreditados de si próprios, com dúvidas a respeito sobre nossa lisura, autoestima, que qualquer intempérie ou palavra mal atravessada, recorremos a esses artifícios enganosos, de buscar em outros, a aceitação da reprovação que agora o nosso ex-amigo (a), não foi capaz de outorgar.

"Os outros são realmente terríveis. A única sociedade possível é a de nós mesmos”, dizia Oscar Wilde, com sua língua afiada, ele está certo, porque nem sempre aceitamos aqueles que falam de forma honesta sobre opiniões, que no entendimento do outro, depõem contra nós. um exemplo? Era uma vez, ano atrás, uma senhora, se sentiu magoada com o parecer da esposa de um amigo dela, que ela comentara sobre velhice, de estar com a idade passando, a outra lhe respondeu, que” a jovialidade estava em nossa mente", e da qual ela interpretou de forma errônea, e quando veio comentar o que ela entendeu como um rechaço, mesmo sem conhecer a pessoa, eu achei que ela foi simplesmente gentil e generosa na sua resposta, querendo elevar a autoestima desta mulher. Eu fui taxada de ingênua e claro, a "amizade" , pelo contrário, passei a perder méritos.

Eu sempre digo, que quando, perguntamos a opinião do outro sobre determinado assunto, devemos estar preparados para as respostas, pois corremos os dois riscos: do outro ser absolutamente sincero e falar o que não estamos preparados para ouvir ou vamos ouvir aquilo que gostaríamos de ouvir, somente  para alimentar nosso ego e vaidade. Sinceramente, não sei qual seria melhor ou pior, sendo que lá no fundo de nossa essência, não podemos enganar a nós mesmos.

Tem pessoas, que preferem se omitir sobre o que pensa ou sente, para não ferir o outro ou simplesmente por ser conveniente, já que a lisonja fará bem a ambas, para continuarem a usufruir dos interesses em comum. Eu não sei se esse é o melhor caminho.  Não nego que é ultrajante, quando os nossos defeitos e fraquezas ou até falha no caráter ficam expostos, de maneira nua e crua, mas despidos dela, e a coragem de assumir nossos erros e ser eticamente corretos, devemos averiguar todos os lados de uma mesma história ou estória! - o nosso, o da pessoa, e ambas juntas.

Aí sim, podemos estufar o peito e dizer que somos éticos, bons, justos, verdadeiros e sinceros, conosco e com os outros e com os julgamentos alheios. Agora, passar de lado, unirem-se a quem nos tem como inimigos, muitas vezes só por despeito, inveja ou fraqueza, onde está a grandeza de nosso caráter? Acho uma falta de maturidade emocional e de caráter duvidoso, porque a vantagem passa a ser desigual e desonesta, já que o desertor (a) conhecem os dois lados e movido por um desejo de vingança, rejeição ou descontentamento, passa a manipular a situação.
Na dúvida, é melhor recolher, aquietar o coração e chamar pelo discernimento, antes que nossas atitudes ou gestos determinem o quão não passamos de uma pessoa estúpida, mesquinha, malfeitora, sem personalidade e amor próprio.É normal romper laços, mudar de opinião, caminho ou direção. Desde que o façamos com respeito e equidade,

Atualmente tenho refletido assim “é melhor pecar pelo excesso do que pela falta”. Excesso então, de prudência... Eu tenho dificuldade para confiar e respeitar uma pessoa assim. A impressão que fica, é que, quando ocorrer situação semelhante e se sentirem decepcionados ou magoados, farão a mesma coisa sempre. Um círculo vicioso, melhor não arriscar.

Quando um "suposto" inimigo está no meu convívio, trato com cordialidade e respeito, mas não passa disto. Cordialidade e respeito. Como também, jamais vou me unir e trocar figurinhas com o inimigo (a) do atual inimigo (a) daquele que antes fora meu amigo (a). O troco de que? Para que? - Se antes havia fidelidade, cumplicidade e troca de confidências e eu passo para o lado de lá, isso vai demonstrar o quão meu caráter é falho, e eu só entendo a lisura e honestidade, quando se respeita o outro, mesmo seguindo por caminhos adversos e contrários.
Como também nunca rompi nada, simplesmente virando às costas, mas, dizendo o que penso e o porquê do rompimento, mesmo que minha interpretação a respeito do outro, tenha sido equivocada ou redundante demais.

Se errei, peço desculpas, se não sigo em paz e se tenho meus princípios e valores nos quais acredito, eu luto por eles sim. Mas não vou bajular ou  elogiar, fazer concessões para pessoas, só para detonar um ex-amigo.

Mas guardar no meu coração o respeito e a virtude dos laços que nos uniram, e se assim foi, porque houve empatia, afinidades e qualidades tão sutis e grandiosas, que não me permitem e nem me dão o direito, mesmo que eu esteja dolorido (a), estremecido (a) ou desapontado (a) com o outro (a), de romper com esse trato de lealdade da qual usamos, para ganhar o afeto e estima do outro (a).

O que não vale é partir para o caminho dos dissimulados ou da hipocrisia, dos injustos, dos traídos e traidores, Se não for possível o diálogo, usamos a política do bom senso e do respeito. Mesmo porque nesta ciranda do jeito que está virando, nunca se sabe no amanhã em que parte a gangorra vai parar.

Às vezes a gente cresce
Às vezes a gente diminui
Às vezes a gente flui (Bibi via Eduardo Tornaghi - “Matéria de Rascunho”).
O que importa é que a gente flua para melhor. 

Então que sigamos em Paz.