domingo, maio 13, 2012

Almir Sater, que toca segunda na Expoingá, concede entrevista



  • Almir Sater, que toca segunda na Expoingá, concede entrevista

  • Wilame Prado

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Natural de Campo Grande-MS, Almir Sater, 55 anos, gosta mesmo é da natureza. 
Mas como também não consegue desgrudar da viola caipira, a música o obrigou a se mudar para perto da cidade grande, no caso São Paulo.
                                                                                       Divulgação.
Sou mais roqueiro do que sertanejo", brinca
Sater, que toca na Expoingá.

Mas deu um jeitinho. Arrumou um rancho na Serra da Cantareira, que fica colada na capital, onde mora e fica mais próximo do mato para fazer o que mais gosta: compor.Faz exatamente um ano que Almir Sater não vem a Maringá. Ano passado, tocou para um público de cerca de 700 pessoas no Teatro Marista, a R$ 102 o ingresso. Mas deu para sentir pela voz no telefone o quanto ficou contente de saber que seu show seria gratuito na Expoingá. Ele promete, para quando Deus quiser, um CD com inéditas e pelo menos um show por ano aqui em Maringá. Confira a entrevista:                                                 

Faz exatamente um ano que Almir Sater não vem a Maringá. Ano passado, tocou para um público de cerca de 700 pessoas no Teatro Marista, a R$ 102 o ingresso. Mas deu para sentir pela voz no telefone o quanto ficou contente de saber que seu show seria gratuito na Expoingá. Ele promete, para quando Deus quiser, um CD com inéditas e pelo menos um show por ano aqui em Maringá. Confira a entrevista:


O DIÁRIO - Quais suas principais influências na hora de compor? O que tem ouvido ultimamente?
ALMIR SATER - Na área caipira sempre gostei do Tião Carreiro, Renato Andrade, Viera e Vierinha. Mas sou de uma geração que vem do rock, então gosto muito de Beatles, Eric Clapton, Pink Floyd. Ultimamente tenho ouvido pouca coisa por causa dos shows, mas sou muito fã de Django Reinhardt, um violonista cigano e antigo. Muito bonito o som.


Cite uma música sua que gosta e uma que também gosta de outro artista.
ALMIR SATER  Tem várias músicas minhas que gosto, mas depende do momento. De outro artista, posso citar "Cruzada", de Tavinho Moura.


O show na Expoingá será gratuito, mas com a capacidade máxima de 14 mil pessoas. Quando e onde foi o maior show que já fez?
ALMIR SATER Fico muito feliz por saber que não vai ter diferença de quem pode ou não pode pagar pelo show. Mas, respondendo à pergunta, já toquei pra muita gente, nunca contei, não. Já toquei tanto pra meia dúzia como pra milhares.


No começo, tocava pra sete pessoas, mas tocava ainda melhor. Eu toco mesmo é pra mim, o bom é tocar pra gente. Claro que quanto mais gente, melhor. Mas prezo muito é pela acústica, pela qualidade do som, pelo silêncio respeitado. Acho bacana tocar em teatro médio, mas cada show é um show. Esses dias tocamos no Guairão lotado, em Curitiba, e também foi muito bom.


Qual a relação sua com Maringá e cidades do interior de um modo geral?
ALMIR SATER Gosto muito de andar pelo interior do Brasil, tem cidades maravilhosas, conheço muita gente boa. E nesses últimos oito anos tenho tocado bastante no Paraná. Acho que o pessoal daí gosta muito da viola caipira. Gosto muito de tocar aí no Marista, que é um bom teatro, que dá conforto pra quem assiste e condição para quem promove, além de conforto pra quem toca.


Tirando um grupo gospel e o senhor, que vem com uma proposta mais folk, de violeiro, todas as atrações da Expoingá seguem a linha do chamado sertanejo universitário. O que pensa sobre o estilo? É verdade que não gosta de ser chamado de sertanejo?


ALMIR SATER Quem sou eu pra julgar se é ruim ou se é bom? Quando faz uma música que emociona alguém, é válido. É o momento deles, merecem o sucesso e espero que seja longo. O que manda muito pra mim é a arte. Com a arte se vai longe. Se não for arte, é a história que vai dizer. Não é uma ofensa me chamar de sertanejo, acho apenas que é equivocado. Sou mais roqueiro do que sertanejo.


Na Expoingá de 2007, o senhor lançou as modas de "Sinais", seu décimo CD, de 2006. Tem alguma coisa no forno?
ALMIR SATER Tem alguma coisa que comecei a fazer com o Renato Teixeira, já faz um ano. Gravamos oito músicas inéditas, mas não sei quando conseguiremos concluir esse trabalho. Nós dois temos trabalhado muito e acaba não dando tempo.


Pensa em voltar a atuar?
ALMIR SATER Não dá mais para participar de novela, não consigo mais, a agenda não permite. Até fui convidado recentemente para participar de uma novela muito bonita ("Cordel Encantado", da Rede Globo), mas não consegui. São entre 10 e 15 shows por mês, em média.


Um artista, quando atinge seu estágio, ainda sente necessidade de criar?
ALMIR SATER A melhor sensação pra mim é quando faço uma música que eu gosto. Gosto muito de compor, do nada tirar alguma coisa que emociona alguém. E tem que dar tempo para isso, que é o principal. Sentado, com a viola e com papel na mão, tirar alguma coisa que emociona e arrepia é muito bom.


O que pensa do country norte-americano, que parece ser referência para sua música?
ALMIR SATER Gosto muito do som americano, do folk inglês, de Paul Simon e James Taylor. Pude gravar um disco em Nashville e conhecer muita gente bacana do country e que vem até hoje tocar no Brasil. 

São ótimos músicos, gosto muito do som dos violões deles, como também gosto do folclore inglês, do folclore latino-americano, do Chile, Peru, Argentina, das manifestações do interior, incluindo o folk brasileiro, que hoje
é feito pelo próprio Renato Teixeira, Paulo Simões, Geraldo Espíndola, gente muito talentosa.



Fonte: 
http://digital.odiario.com/dmais/noticia/568571/almir-sater-que-toca-segunda-na-expoinga-concede-entrevista/

SERVIÇO:
Show Almir Sater & mega banda.
Data:14/05/12- segunda-feira.
Cidade: Maringá- PR
Horas: 22:00 hs.
Local: Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro.
Entrada:um quilo de alimento não perecível.
Posto de retirada de Ingressos: BJ Santos, Casas Ajita, Posto Canadá e Posto Dubai.
Informações: Secretaria de Cultura de Maringá.(44) 3218-6100.

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