domingo, dezembro 11, 2011

Pitaco de Loira:A lenha e o egoísmo

Conta-se que três homens ficaram presos numa caverna devido a uma avalanche de neve. 
Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. 
Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira, ao redor da qual, se aqueciam.
Se o fogo apagasse, eles sabiam que todos morreriam de frio antes que o dia amanhecesse. 
Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira, era a única maneira de sobreviver. 
O primeiro homem era um rico, avarento. Olhou para seus companheiros e pensou: eu dar minha lenha para aquecer esses preguiçosos, esta lenha para mim tem muito valor e pode gerar lucros. E pensando assim, não colocou sua lenha. 
O segundo era homem da montanha e conhecia mais que aos outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Na hora de colocar a sua lenha pensou: essa nevasca pode durar vários dias e eu vou guardar minha lenha, pois posso precisar dela. E pensando assim, também não colocou sua lenha.
O terceiro homem era um trabalhador, tinha as mãos calejadas, sinal da sua vida dura de trabalho. E na hora de colocar a sua lenha pensou: esta lenha é minha, custou o meu trabalho e não darei a ninguém nem sequer um graveto dela. 
Guiados por esses pensamentos,os três homens permaneceram imóveis diante da última brasa da fogueira que se apagou. No dia seguinte, quando o socorro chegou os três estavam mortos e congelados.
Cada um com o feixe de lenha nas mãos.
O chefe da equipe de resgate diante do fato comentou:O frio que os matou não foi o frio da neve, mas o frio dos seus corações.
Reflexão: Será que já demos conta que em virtude do egoísmo que nos consome a alma vivemos uma vida pobre e mesquinha? Infelizmente em detrimento de nossos objetivos e interesses pessoais experimentamos uma existência individualista e egoísta, às por demais gananciosa ,desconhecendo, que o segredo para uma jornada vitoriosa é compartilhar aquilo que temos. 
Moral da História:"Quando se recusa a partilhar alguma coisa corre-se o risco de perder tudo".Desmond Tutu, Arcebispo,AFS, 1931

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