segunda-feira, julho 04, 2011

A última carta de Paulo, o Apóstolo

Pitaco de Loira: Reflexão Interessante.

A Última carta de Paulo, o Apóstolo.  PUBLICADO POR FABIO MARCHIORI




"Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado.
7 Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. 
8 Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda. 
9 Procura vir ter comigo depressa. 
10 Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica; Crescente foi para a Galácia, Tito, para a Dalmácia.
11 Somente Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério.
12 Quanto a Tíquico, mandei-o até Éfeso. 
13 Quando vieres, trazes a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos. 
14 Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras. 
15 Tu, guarda-te também dele, porque resistiu fortemente às nossas palavras. 
16 Na minha primeira defesa, ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram. Que isto não lhes seja posto em conta! 
17 Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão. 
18 O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém!”

Estas são as últimas palavras registradas de Paulo antes da sua morte. Este texto traz algumas questões importantes para o final da nossa reflexão. Paulo está fechando as cortinas da sua vida. Neste momento ele está preso em uma masmorra, fria e escura. Não tinha muito com que se prender. Não tinha bens, dinheiro ou herdeiros. No vv. 13 podemos ver tudo o que Paulo tinha de material. Uma capa, alguns livros e pergaminhos.

Paulo se sente abandonado (vv.16) e traído por pessoas que lhe eram caras, como Demas e também Alexandre, o latoeiro. É neste contexto que ele faz um balanço da sua vida. Paulo não fugiu da sua responsabilidade, combateu o combate. Fez tudo aquilo o Senhor destinou que deveria fazer em sua vida, por isso diz que havia completado a carreira. E o principal, não negociou o seu bem mais precioso, a verdade que veio Deus. Fez isso guardando a sua fé.

Neste estado até que melancólico, Paulo encara sua iminente morte não como um ponto final, mas como uma partida. Podemos afirmar isso quando ele expressa esse sentimento usando a palavra grega Analysis. Esta palavra é a mesma usada em Ap 14.13 e traz a ideia principal de fardo tirado. Outra aplicação importante para esta palavra “mudar para a casa permanente”. E é nesse espírito, que Paulo despede-se desta vida terrena, muito provavelmente no ano de 67 d.C., decapitado por julgo do imperador de Roma.

Aos olhos do mundo ele foi um fracassado, mas em Deus foi alguém muito forte. A história é testemunha dos frutos da vida deste homem. Paulo, o apóstolo dos gentios.

Pitaco de Loira *Reflexão...


Todos, em algum momento vamos nos sentir desapontados com algumas pessoas e cruzar com alguns Demas, Alexandres, titos e tantos outros que nos roubam, traem a nossa confiança, se aproveitam de nossa vulnerabilidade, ingenuidade ou fragilidade e nos ignora, depois de ter conquistado nossa amizade,  e cumplicidade e se tornam até indiferentes, quando mais precisamos delas. Mas não importa, no meio deles virão os Marcos, Lucas, e os Tíquicos nos socorrer e nos  trazer de volta ao prumo, ao rumo e a ter esperança de que existem pessoas que nos devolvem a todo o momento, devemos dar graças ao Pai, pelo aprendizado e seguir Tocando em Frente.

"Com algumas pessoas vamos aprender como devemos ser, com outras como jamais deveríamos ser". (Monja Coen)
Paz e bem !!