quarta-feira, 29 de julho de 2009

— Assumindo o Controle da sua vida —


Eu tava aqui pensando eu, com a minha violinha, como às vezes, todos nós, nos damos em demasia para as pessoas, Pe Fábio de Melo, tem um livro muito interessante a respeito,
"Quem me roubou de mim", onde ele fala destes "rombos", que as pessoas quando entram em nossas vidas, deixam em nossas almas, sem nem se dar conta do feito.

E na maioria das vezes a gente se preocupa com o roubo material, a perda de um celular, de carro, de um emprego, quando na verdade, todos essas "perdas", na maioria das vezes, são substituídas, com o tempo e até por coisas melhores, mais avançadas e modernas;

Enquanto a alma não, ela vai aos poucos sofrendo fragmentos, que se não tomarmos de volta as rédeas de nossas vidas, do nosso eu e nos livrar do apego, podem causar danos
irreversíveis, e a vida continua, seguindo em frente, como diria Cazuza, "o tempo não para" e não para mesmo;

E, cada vez menos, as pessoas, em geral estão preocupadas, com a sensibilidade do outro, se ali pulsa ou não um pessoa com sentimento ou carente dele;

Enquanto o outro(a) continua vivendo a vida, aquele que ficou "roubado"(a), não se dá conta, de que as perdas podem ser maiores ainda, porque o mundo está girando, e ninguém vai esperar até que a pessoa consiga entender, que a felicidade está dentro dele(a)mesmo(a), e que não podemos colocar no outro(a), toda a expectativa de felicidade, relacionamento seja qual for, nunca veio com certificado de garantia, mas de validade,como diria o poetinha "infinito enquanto dure".

Mas, cada, de acordo com sua fragilidade, absorve as reações destas perdas, desilusões,
Nietzsche dizia:"O que não mata, fortalece", mas, nem todos possuem essa capacidade de superação, de resiliência. Neste ponto, que gosto da filosofia de Buda, porque, ele não nos cria ilusões quanto ao ser, mas nos faz ter certeza de apenas 4 verdades e todos estão relacionadas ao sofrimento:

A primeira nobre verdade é que o nascimento é sofrimento, envelhecimento é sofrimento, enfermidade é sofrimento,morte é sofrimento; tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero são sofrimento; a união com aquilo que é desprazeroso é sofrimento; a separação daquilo que é prazeroso é sofrimento; não obter o que queremos é sofrimento; em resumo, os cinco agregados influenciados pelo apego são sofrimento.(...)"

E,de certa forma, são verdades absolutas, todos nascemos, envelhecemos, adoecemos e morremos---, são as únicas certezas de nossas vidas, o resto tudo é efêmero, passageiro.

É só dar tempo que passa, aquietar o coração, deixar a dor se esvair, aquilo, que de repente, é sofrimento, perda, de repente, na verdade, é o aprendizado, para que o universo se abra para novas possibilidades;

ou então, como diria Fernando Sabino"Se ainda não chegou ao fim, porque não é ainda o fim", mas de qualquer forma, não permita, que ninguém seja mais importante que você  para si mesmo(a)
Porque de repente se perder o brilho de viver, de sonhar, de acreditar em coisas e pessoas melhores, será muito pior para o amanhã--
Adote a frase célebre do filme "E o vento levou"...."Amanhã será um novo dia", e com certeza com enormes possibilidades de um novo brilho no olhar, viver é não ter medo de tentar, tentar, quantas vezes preciso for...Márcio de Camilo sabe das coisas,

Por Hoje é só...

"A nossa felicidade não pode depender do que não depende de nós."