terça-feira, 30 de junho de 2009

colinho de mãe resolve tudo....


...Puxa..e não é que a tal gripe me pegou pela manhã..também nunca vi a temperatura cair tanto neste sertão do meu Deus, sorte que não é a suína, a
E tudo isto me trás certo desconforto, tenho que admitir que a gripe deixa o corpo frágil, e também tenho descuidado um pouco do espírito, não meditado tanto, nem feito um pouco de Yoga, até meus incensos, que adoro aromatizar a casa tem sido esquecido ultimamente, correria, preguiça e claro, um mal estar geral no corpo, febre, coriza. Eu acho que vou precisar mais que um bom Capim da Ribanceira para curar tudo isto, em breve sem contar, que preciso viajar quinta e sexta a trabalho e na montagem de um STAND.

Não há algo melhor para o estado febril, nestas horas mesmo só aquele colo gostoso, que só mãe da gente sabe dar, é incrível como nos sentimos seguros, quando somos mimados pela mãe, mas estou tão longe, milhas da minha casa....que o bom mesmo é aquietar o coração, descansar e que tudo vai passar. "pensar só no bem que a felicidade vem" ou a saúde né...

E, neste ponto, o Luis Fernando Veríssimo tem razão, numa de suas crônicas, ele cita o quanto mãe tem uma "boca santa" em tudo, como por exemplo, pedir para que levemos o guarda chuva, que o tempo pode mudar e a gente teima, acha um absurdo, e, de repente, o aguaceiro cai, ou então, aquele "feeling" para perceber quando coisas ruins nos cercam, como amizade falsas, aquele namorado sacana, mas a gente nem se dá ao trabalho de conferir, ou dar crédito, porém a voz interna, a intuição parece que adivinha tudo mesmo.

E, com o tempo aprende que aquela pessoa que a gente acha rabugenta, dando"pitaco" em tudo na vida da gente é a pessoa mais sábia que temos, um anjo da guarda disfarçada de mãe. E que em certas horas, quase todas, risos, só ELA é consolo e porto seguro.

Por isto, quando criança e até adulta, aprendi a pedir a bênção da minha mãe, sempre. Porque eu acredito, que mãe deve ter assim um pacto com Deus, algo sagrado, sabe e uma palavra abençoada de mãe, faz com que o universo conspire ao nosso favor. Desde os tempos de Jesus, segundo os livros apócrifos, e a escritura bíblica, a sincronicidade entre Maria e Ele era tamanha, que bastava um olhar, uma palavra e ambos se entendiam, quando naquela passagem, acabou-se o vinho, e Maria  apenas olhou para seu filho muito amado e balbuciou: -Jesus, acabou o vinho. Ele não perguntou: O que eu tenho com isto, o que vc quer de mim, ou por que me falas isto, mulher ? ao contrário, de imediato Jesus acatou o pedido de sua mãe e sabia qual era a sua missão.

Ah, "quantas vezes me sinto perdido no meio da noite, com angústias e problemas que só gente grande é que tem" assim como Roberto, quantas vezes desejei estar nas entranhas de minha mãe novamente, e ficar ali, quietinha, dentro do útero quente e confortável, "me afagando os cabelos, você certamente diria, amanhã você vai se sair muito bem.".

Nossa, o que um estado febril não faz, a gente recordar de coisas preciosas, ao ponto de desejar no meio da febre que ardia, um colo de mãe, uma proteção de mãe, literalmente. Mas, Agosto está chegando, e eu pretendo estar presente no aniversário de minha mãe, com certeza, porque nada que um capim da ribanceira, um bom descanso para curar e levar embora esse mal estar, essa gripe que não é suína, mas judia. E, aí direi assim como Zeca Baleiro "estar de volta na minha casa, a casa onde eu sempre morei...e como toda "rapa do tacho"ser recebida com honrarias, muito mimos e presentes, como sempre acontece.
Na casa, onde sempre eu morei... a minha casa...