domingo, janeiro 11, 2009

Coletânea de pensamentos de Almir Sater.



"Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas".Goethe. Por isso, vou colocar aqui, uma coletânea de comentários feitos por Almir Sater nas entrevistas cedidas, por esse mundão de nosso Deus e interessantes por sinal. "Daqui a cinco anos você estará bem próximo de ser a mesma pessoa que é hoje, exceto por duas coisas: os livros que ler e as pessoas de quem se aproxima". by Charles Jones. 
Coletâneas de ideias de Almir Sater.
---E quem não ouviu falar.Quem não quis conhecer.Aquele cavaleiro que vive pela fronteira ....

Sobre Meio Ambiente:
"Acho que a reciclagem de lixo é muito importante.Tenho viajado por aí e nota-se o grau de civilização pela quantidade de lixo que encontra-se nas ruas. Se você começar a rodar por esse Brasilzão, você vai ver que têm muitas diferenças com lugares muito sujos, muito mal cuidado e lugares limpos. Acho que é educação. A ecologia começa com a educação em casa"

"Sou contra qualquer coisa que destrua o Pantanal, claro e faço um apelo para que as empresas envolvidas sejam absolutamente cuidadosas”.

Sobre afinidades e integração sul americana:
– Sim, é possível.E o caminho é a cultura.Negócios criam atritos.Insistir em começar a integrar fazendo só negócios é começar criando atritos.E isso não vai a lugar nenhum.Você só se integra com quem você tem afinidades. E a cultura é a melhor forma de você criar afinidades com alguém.Se você admira alguém – ou uma cultura –,você valoriza esse parceiro.E,aí, a integração será possível.

Sobre Paz Interior:
“Não importa se estou no meio do mato, dentro de casa, em qualquer lugar.O importante é estar com a alma feliz”.

Sobre programa de TV
"Agora eu só não consigo fazer certos programas de televisão.Não sei cantar com playback. Erro a letra, a música, não sei imitar que estou cantando".

Sobre a arte de compor:
"Eu sou um pouco mais egoísta.Quando faço uma música, eu quero gostar dessa música, ela tem que me satisfazer.Quando faço um disco tenho que me emocionar com ele. Se eu me emocionar com o trabalho e ninguém mais gostar acho que já valeu. Agora se eu achar que o trabalho ficou ruim e as pessoas gostarem, aí eu desconfio".

"O poeta que pega a folha em branco e não sabe quando vai vir aquela poesia maravilhosa.O escritor que vê o espaço em branco e não sabe como vai começar o livro. Com o compositor também é assim.

"No momento que você faz uma canção que emociona alguém, acho que merece o respeito da gente.Você pode não gostar, eu posso não gostar, mas milhares de pessoas se emocionam".

Sobre o público:
"A emoção é a mesma, independente do local onde me apresento.Isso é música brasileira verdadeira, tocada com a alma e que atinge todas as classes".

"O meu público é realmente maravilhoso.Vários artistas que vão nos meus shows dizem que gostariam de ter este público, que senta e a gente escuta uma mosca passar no teatro. Este é o sonho de todo artista.As pessoas fecham os olhos, aplaudem na hora certa, nos ouvem com atenção, com emoção. Este é o público que todo artista gostaria de ter e eu tive essa grande felicidade".

Sobre Pirataria:
"Sou radicalmente contra a pirataria.Acho que é um roubo, sou contra qualquer tipo de roubo. Roubar é pecado está nos 10 Mandamentos, e o cara não vai pro céu".

Sobre Indústria Cultural:
"Tenho vários amigos nos Estados Unidos, músicos americanos excelentes, alguns participaram do meu disco "Rasta bonito". Inclusive eles queriam mudar pra cá, pela falta de espaço que estão tendo. Disseram que lá, só quem tem um "bumbunzinho" bonito é que faz sucesso.Então, eu respondi que eles estavam vindo para o país errado, risos.O mundo inteiro está assim. Estamos passando por essa ditadura da beleza, dessa coisa que acaba.A beleza um dia acaba".

Sobre Gravar novo disco:
"Preciso uma motivação maior, estar muito inspirado para gravar e a alma aberta para que as pessoas compartilhem com você este trabalho".

“Eu trabalho muito com motivação. A hora que algo novo me motivar, eu vou e gravo. Estou bem propenso a fazer um trabalho mais instrumental.Com a banda atual tenho tocado muito aqui em casa.Tenho pensando muito, afinal são toques únicos e valiosos”.

Sobre a Natureza:
"O dinheiro não é tudo a natureza é mais importante e se existe alguma coisa que é tão perfeita a semelhança de Deus é a natureza, acho perfeita. tudo se encaixa, então eu acho que tem que zelar mais por ela".

Sobre sua Música:
- É diferente de tudo.Tem influencia do folk americano, da música paraguaia, andina e esta mistura é bonita. Nossa música não é para o comércio. As pessoas se emocionam nos shows que faço. É uma música para a alma.Ninguém faz igual".

Sobre a crítica social em Três Toques na Madeira.
"É complicado, e fazer crítica mal-humorada não dá. Já "tá" tudo tão difícil, se a gente entrar com mau humor aí pesa muito.Toda crítica para cutucar uma pessoa, tem que ser com um sorriso na cara, senão vira briga".

Sobre um Site Oficial:
"Não sei falar do meu trabalho.O que é, que estilo. Então o que vou falar em um site?. Não tem o que falar. As pessoas que gostam e tem tempo falam entre eles, metem o pau, falam bem, falam o que quiser. Mas no momento que é um site oficial, tenho que me responsabilizar por aquilo. E, não quero me responsabilizar por mais nada".

Sobre sua terra natal:
"No Mato Grosso do Sul estamos de frente para as estrelas".

Sobre gosto Musical:
"Quando gosto passo dois, três dias ouvindo a mesma música, o mesmo disco. E prefiro vozes masculinas à femininas. Acho o timbre usado pela mulher (contralto e soprano) muita mesmice (risos), mas gosto de cantoras como a Bethânia, por exemplo”.

Sobre como define seu trabalho:
"Eu sou um violeiro. violeiro não é algo regional, mas de várias regiões do país. Violeiro leva a bandeira do Brasil.Toco músicas brasileiras com a influencia do folk mundial".

Sobre sua Carreira:
"Pretendo tocar cada vez mais, se possível por mais 47 anos.É o que gosto de fazer".
“Sou menino ainda.Tenho muito a tocar.Muita inspiração ainda vai baixar em mim (risos)”.

Sobre o estilo de sua música - ser diferente.
"Ela é mesmo, diferente. Parte de uma mistura, :tem levada de folk americano, música paraguaia, andina, moda de viola. A diferença no caso é porque não tem apelo comercial forte. Não é para ser tocada toda hora. Fala mais à alma das pessoas. Eu sou um artista que não se prende a rótulos. Sei que o que faço não me inclui entre os sertanejos. Acho até que estou mais para roqueiro".

Sobre ser reservado:
"É porque nós somos caipiras (risos). O sul- mato-grossense tem essa característica. É mais enrustido, gosta de ficar mocosado na dele. Nós não gostamos muito de holofotes".

Sobre os artistas sul-mato-grossenses:
A região tem,  todos sabem compositores maravilhosos, artistas de primeira grandeza, mas não dispõe assim de tanto espaço na mídia. Somos respeitados, gostam, felizmente do que fazemos, no entanto corremos por conta própria".