quinta-feira, junho 28, 2007

Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da Terra.
























Serra de Maracaju do novo CD 7 Sinais -Autoria : Paulo Simões e Almir Sater.
Lembro de um velho índio contando histórias
De glórias e tragédias que não vivi
Quando das estrelas vieram deuses
E seus sinais estão por aí ...
Depois de um certo tempo eles foram embora
Deixando para trás um povo feliz
Mas os portugueses e os espanhóis invadiram a terra dos Guaranis
Então vieram os bandeirantes e os retirantes lá das Gerais.
Por muito tempo não houve paz
Sofreu demais quem te ama
Bela Serra de Maracaju
Cheguei aqui com os meus próprios pés
Hoje tenho minha raiz
Dos antigos lados dos Xaraés
Toco chamamés que eu mesmo fiz
De hoje em diante somos iguais
Quem de nossa terra te chama
Bela Serra de Maracaju ...

Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos.

E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite?

Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho.

O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens.Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.

Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da Terra.( Cacique Seattle, da tribo Suquamish - ano 1855).*★*

Bonito é florir no meio do ódio, da inveja, da mentira ou do lixo da sociedade.Um futuro digno espera os povos indígenas de todo o mundo. são as relações mais sagradas de nosso povo, porque são relações com a terra e com o criador, nosso Deus Tupã.*★
Pedimos à força superior, que nossos pensamentos se elevem aos mais profundos planos sagrados da espiritualidade indígena, junto aos velhos, aos curandeiros, aos velhos pajés apagados pelo poder, mas renascido com FORÇA, pela consciência do povo*★**★*

E pensemos na frase sábia do cacique Xavante Aniceto: " A palavra da mulher é sagrada como a terra".

Trecho retirado do livro “METADE CARA, METADE MÁSCARA” de Eliane Potiguara -escritora indígena, professora,Defensora dos Direitos Humanos e criadora do Grumin (Grupo Mulher-Educação Indígena), além claro, viúva do poeta imortal "Taiguara" ".*★*.

Não é segredo que adoro a cultura indígena, seus rituais, os xamãs e de Eliane Potiguara recebi um dos elogios mais carinhosos e guardados dentro da alma, do coração:".CHEIRINHO DE MATA ...LINDA, MINHA FOFA, TE ADORO, VC GANHOU MEU CORAÇÃO, OBRIGADA PELA FORÇA QUE ESTÁ ME DANDO QDO MAIS PRECISO. TE FALEI Q ESTOU ORGANIZANDO A ASSEMBLÉIA GERAL DA REDE GRUMIN DE MULHERES? SERA DIA 29, dá um jeitinho de vir ao Rio, é dia 29 o dia inteiro, depois te mando o convite oficial.COM CARINHO E GRATIDÃO. . QUE TUPA LHE DÊ 7 X 7 AO INFINITO O BEM QUE ME ESTA FAZENDO, ESSA GRANDE AJUDA, BEIJO DE LUZ. VC TEM CHEIRINHO DE MATA"
Prece Indígena de um Xamã-
Óh, Grande Espírito, Sinto tua voz nos ventos
Tu és o alento da vida a todo o ser criado,Escuta-me !!
Me Apresento a Ti.
Preciso de tua força e sabedoria,
Deixa-me andar entre as belas coisas,
E que minhas mãos respeitem tudo que criastes.
Faça-me sábio para que eu possa conhecer as coisas que ensinastes ao teu povo,
Procuro a força, não para ser superior a meus irmãos,
E sim hábil em combater o meu maior inimigo: Eu mesmo.
Permita-me Grande Espírito,Que eu esteja pronto para apresentar-lhe ante a Ti.
Com minhas mãos limpas, meu olhar reto,
Para que quando a vida se desvaneça como a luz ao entardecer,
Meu espírito possa apresentar-se perante a Ti sem envergonhar-me.
Oh, Grande Espírito que habita os céus, Conduza-nos ao caminho da paz e da compreensão, Leve-nos viver juntos como irmãos e irmãs.
Nossas vidas aqui, caminhando sobre a superfície da Mãe Terra, são curtas.
Permita que nossos olhos se abram para todas as bençãos que você nos concede.
Por favor ouça nossas orações, Oh Grande Espírito.
Afinal, Kó xe r-emi-mima. Nd'-i abaib-angá-î: mby'a pupé anhõ asé e-'i-katu mba'e r-epîá'-katû-abo. Mba'e-eté nd'o-îe-epîak-ukár-i t-esá supé."
Tradução em tupi:"Isto é o que escondo. Não é de modo algum difícil: com coração somente a gente consegue ver bem as coisas. Coisa legítima não se faz ver aos olhos." ...